colaborador

Hélène Veiga Gomes

localización

Intendente, Lisboa (Portugal)

Intendente(s)

INTENDENTE(s) = 13 habitantes-fotografos / 4 meses / 363 fotografias / 1 espaço comum

Origina
Investigação para uma tese de antropologia sobre o papel das imagens nos processos de transformação da paisagem urbana a partir da zona do Intendente.

Estrutura
Habitando e trabalhando nas residências LARGO que produzam o projecto, no Largo do Intendente.

Metodologia
Entregar maquinas descartáveis à varios habitantes da zona do Intendente e partir dessas imagens para questionar o espaço e criar uma reflexão colectiva, sob a forma de entrevistas pessoais e de reuniões de grupo.

Indicação
Retratar o seu percurso diário exterior, com duas maquinas e em duas partes, correspondentes a um enfoco gradual por cada participante.

Exposição
Concepção de uma instalação multimédia com a exposição de uma selecção das fotografias, de uma peça sonora por participante montada a partir das entrevistas, de uma instalação video e dos álbuns fotográficos de cada um dos habitantes.

Intenção
O trabalho é desenvolvido especificamente a partir do estado de transformação urbana activa no Intendente, a recente remodelação iniciada no bairro e a afectação directa dessas mudanças nas vidas dos habitantes. É deste contexto que surge o propósito do projecto : fazer surgir uma visão autóctone da vivência e da transformação do Intendente.

Colaboradores Habitantes-fotografos :
Belmira, Dada, Dinis, Gisela, José, Moin, Nuno, Paulo, Teresa, Rodica, Rosa, Zé, Zélia.

Autor: Hélène Veiga Gomes
Captação de som: Gonçalo Coelho
Edição sonora: Justine Lemahieu
Design gráfico: Lília Carvalho for PRETA
Transcrição: Ana Ferreira
Pós-produção de imagem: Diana Barbosa
Comunicação: Carla Neves
Produção executiva: Daniel Abrantes
Produção: LARGO Residências

Belmira

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"E pronto eu acho que aqui, este bairro, realmente é muito fértil em histórias, em vida, em dramas, e pronto foi uma zona que… era uma zona inicialmente nobre porque aqui viveram as rainhas não é?"

" O meu pai até mudou o nome á travessa uma vez, que era a “Travessa do Está Melhor”. A gente vai à rua e só ouve: “Oh vizinho, tá melhor? Oh vizinho está melhor?” e então passou a ser a travessa do está melhor."

Dada

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Dinis

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"Eu vivo no Intendente há quatro anos. Vai agora fazer quatro anos, no dia ... no dia dos namorados ! Dia quatorze de fevereiro."

"Para quem vivia nos Olivais, não era uma zona … era … tu vinhas à Lisboa mas não a esta Lisboa. Onde tu ias era à Rua Augusta, à Baixa, ao Chiado, ao Bairro Alto, ias até Arroios, ali, aos armazéns, mas o Intendente era zona não habitável, nem conhecia ninguém que vivesse no Intendente, sinceramente."

José

Moin

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"Este largo não é só Intendente. Tudo a zona, desde rua Maria Andrade até ao MiniPreço, ou Bemformoso também podemos falar Intendente, acho eu. Esta toda zona é Intendente. Não é só largo do Intendente. Acho eu."

Nuno

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" E eu já nem sequer me lembro de não ter morado aqui, portanto as minhas memórias é como se eu tivesse praticamente nascido aqui. Já não alcançam a altura em que, em que não vivi cá, portanto…"

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Paulo

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"Sempre morei aqui. Nasci ali e vim morar praqui. (...) Onde é que eu vivo? Vivo aqui no Intendente. É a resposta certa e correcta, vivo no Intendente."

"Quando a gente entra no Largo, sente-se logo que é o Intendente. Nota-se logo, pelo ambiente, pelas pessoas, nota-se logo."

Teresa

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"Aqui há muita gente sempre, permanentemente, mesmo ás duas ou três da manhã, há sempre muita gente, e isso faz-nos sentir um pouco mais seguros, aliás, o pior das cidades é estarem desoladas, desertas. E isso aqui não acontece, é um bairro familiar, as pessoas conhecem-se. Eu gosto, por acaso gosto de aqui viver, acho simpático."

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Rodica

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"Dia um de Agosto, comecei a trabalhar aqui. (...) Estou a ver cada dia , tou a ver as mudanças que tão a fazer na praça. O trabalho que tão a fazer os homens da obra. Cada dia muda-se um bocadinho. Que tão a fazer a praça e, e 'ta-se assim, cada dia mais um bocadinho, mais um bocadinho até ao fim. E tomo atenção a isto.."

Ze

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" Saí da maternidade, vim para aqui, morar, logo. Em noventa e dois, logo. Logo, mal saí da maternidade vim para aqui e fiquei aqui até aos sete anos, oito, depois é que fui… Há pouco tempo vim pra cá outra vez. Tou aqui para aí há uns dois meses. "

Zélia

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